Maceió, 16 (AE) - O empresário Luiz Romero Farias, irmão de Paulo César Farias, criticou hoje a declaração dos delegados Antonio Carlos Lessa e Alcides Andrade de que pretendem indiciar o deputado federal Augusto Farias (PPB-AL). "Os delegados estão levando esse caso para o campo pessoal, com o intuito de ganhar espaço na mídia", afirmou Luiz Romero. Segundo ele, a família Farias continua acreditando que PC foi assassinado por Suzana, que depois se suicidou.
"Suzana sabia que o relacionamento dela com meu irmão estava com os dias contados, porque o Paulo tinha pretensão de se casar com outra, por isso cometeu um ato de desespero", afirmou Luiz Romero. Apesar dessa declaração, o irmão de PC disse que a Justiça é quem tem que decidir o que realmente aconteceu. "Aguardamos com resignação a decisão da Justiça, para que possamos pôr um ponto final nesse lamentável episódio"
acrescentou.
Lessa e Andrade regairam com naturalidade às declarações de Luiz Romero. "Estamos realizando o nosso trabalho, não temos intenção de agradar ou de ofender a nenhuma das partes", afirmou Lessa. Segundo ele, todas as pessoas que estavam na casa de praia de PC no dia do crime são suspeitas, "inclusive o deputado Augusto Farias". Além do deputado, os quatro PMs que trabalhavam como seguranças de PC serão indiciados.
Os delegados vão passar o final de semana checando as ligações telefônicas das pessoas que estiveram no local do crime entre os dias 22 e 23 de junho de 1996. Eles receberam, hoje à tarde, do juiz Alberto Jorge Correia de Lima a listagem de telefonemas registrados pela torre que fica próxima à casa de praia de PC. "Com a quebra de sigilo telefônico, conseguimos essas informações, que serão cuidadosamente analisadas", concluiu Lessa.

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