São Paulo, 23 (AE) - O ex-administrador regional de Pirituba Marcio Tristão Vergniano, irmão da vereadora Maeli Vergniano (sem partido), foi preso na noite de hoje por desobediência.
Ele não atendeu por diversas vezes intimação policial para prestar depoimento no inquérito que apura denúncias de corrupção nas administrações regionais. Pelo mesmo motivo, o juiz-corregedor também decretou a prisão do pastor da igreja Assembléia de Deus Rubens Moura.
Depois de assinar um termo circunstacial de desobediência preparado pelo delegado Maurício Correali, os dois foram removidos para o 29º DP, onde cumprirão prisão temporária de cinco dias.
Tristão e Moura foram intimados por sete vezes, sendo que ontem recusaram-se a receber a intimação para que comparecessem hoje ao Departamento de Investigação e Registros Diversos (Dird) para prestar depoimento. Das intimações, Tristão atendeu a apenas uma, na semana passada, cujo depoimento foi suspenso quatro horas e meia depois de iniciado porque sua advogada alegou que estava passando mal.
Esta semana a advogada abandonou o caso. Os dois contrataram hoje o advogado Marco Polo Del Nero para defendê-los. "Houve um desencontro lamentável de informações", alegou o advogado. Del Nero ainda não se decidiu se vai entrar com pedido de liminar na Justiça.
Ele acredita que não será necessário pois o delegado Correali deverá ouvir os dois depois de amanhã, quando poderão ser libertados. O delegado pretendia ouvi-los amanhã, mas, como o prédio do Dird vai ser dedetizado, não haverá expediente.
Tristão já tinha sido indiciado na semana passada por crime de peculato, formação de quadrilha e concussão. Ele é acusado de ter criado uma empresa fantasma, quando era adminsitrador de Pirituba, para cobrar propina dos camelôs que queriam montar barracas nas ruas onde haveria desfiles de carnaval no bairro.
O pastor é acusado de trabalhar na regional sendo funcionário do gabinete da vereadora e integrar o esquema de corrupção. Eles iriam prestar depoimento hoje na Comissão Processante na Câmara. Eles só poderão ir com autorização da Justiça. O comunicado já foi enviado à Câmara.

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