Florianópolis, 07 (AE) - O irmão do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) Sete Bandeira Pascoal foi transferido de Florianópolis para Brasília às 10h15 de hoje. Uma equipe de sete agentes, num avião da Polícia Federal (PF), foi a responsável pelo transporte de Bandeira Pascoal, que, junto com Hildebrando Pascoal, é acusado de homicídio e de narcotráfico.
Conforme informações da PF, Bandeira Pascoal ficará em Brasília até a tarde de amanhã (08), quando deverá ser transferido, com outros membros da quadrilha, de Brasília para Rio Branco.
A Polícia Militar de Concórdia (SC) prendeu Bandeira Pascoal no fim da tarde de ontem (06), numa granja, em Ipumirim, a 500 quilômetros de Florianópolis, depois de receber uma denúncia anônima. Bandeira Pascoal estava, desde o dia 14, no pequeno sítio do avô da esposa mulher dele, Claudete Hern.
Ao saber que a prisão havia sido decretada, o acusado deixou Rio Branco e foi a Cuiabá, onde alugou um carro para vir a Santa Catarina.
Embora tranquilo, sem portar armas ou resistir à prisão, Bandeira Pascoal, causou tumulto em Concórdia, quando ameaçou um radialista que o entrevistava. "Toma cuidado com o que vai falar", disse. Ao ser ouvido na PF de Florianópolis, na manhã de hoje, negou a participação dos crimes pelos quais é acusado. A prisão preventiva de Bandeira Pascoal foi decretada por ter partcipado de dois assassinatos: do policial civil Walter José Ayala e do mecânico Agilson Santos Firmino, de 25 anos, mais conhecido como "Baiano".
De Concórdia, o acusado foi transferido para Lages ainda na noite de ontem, pela Polícia Militar. Uma equipe da Polícia Civil de Florianópolis foi buscá-lo em Lages, trazendo-o para a capital. "Quanto menos tempo o criminoso ficasse na área, melhor; isto é terra de gente pacífica", alegou o comandante do Policiamento do Interior, coronel Della Giustina, responsável pela transferência de Bandeira Pascoal, de Concórdia a Lages.

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