São Paulo - Slana Farah, irmão do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, 53 anos, acusado de esquartejar a dona-de-casa Maria do Carmo Alves, 46, depôs ontem no 13º DP (Casa Verde). Ele chegou acompanhado por uma sobrinha, Angélica Galesi. O depoimento durou mais de duas horas.
As três secretárias do consultório de Farah, que também deveriam ser ouvidas ontem pelo delegado titular do 13º DP, Ítalo Miranda Júnior, não compareceram.
O advogado do acusado, Roberto Podval, disse que Maria do Carmo perseguia, além de o próprio médico, os pais dele. Ele também afirmou que a dona-de-casa já teria sido retirada do consultório do cirurgião com uma camisa-de-força.
Anteontem prestaram depoimento os pais do cirurgião. A mãe, Amália Farah, disse à polícia que foi chamada ao consultório do filho no último sábado. Ao chegar ao local, encontrou-o chorando, mas o cirurgião não disse o motivo.
Os pais disseram que só souberam do crime no domingo, após Farah avisar uma irmã sobre o assassinato. O crime ocorreu na última sexta-feira, e o corpo foi encontrado pela polícia na madrugada de segunda-feira. O inquérito deve ser concluído na próxima semana.
A Polícia Civil deve realizar no domingo a reconstituição do assassinato da dona-de-casa. O cirurgião plástico pode se recusar a participar.
Farah confessou o assassinato, mas disse que teve um lapso de memória e não soube dizer à polícia como matou a paciente, nem o motivo.
Assédio - Também estiveram na delegacia três pacientes que denunciaram supostos assédios sexuais cometidos pelo médico.
Uma delas, a telefonista Sandra Maria Pinto Sampaio, 40, disse que fez uma cirurgia para redução de mama em 1993 com Farah. A telefonista afirmou que, durante a operação, foi beijada no rosto pelo médico. Sandra não denunciou o caso anteriormente pois não sabia se estava delirando por estar dopada. As denúncias deverão ser apuradas em outro inquérito.

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