Irmã adotiva só foi registrada aos 16 anos
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quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Edson Luiz<br> Agência Estado 
Goiânia - A polícia de Goiás está diante de um novo mistério em torno de Roberta Jamilly Martins Borges, irmã adotiva de Osvaldo Borges Júnior, o Pedrinho, sequestrado há 16 anos de uma maternidade de Brasília. Roberta só foi registrada em cartório, em 1997, 16 anos depois de seu nascimento. Segundo Guiomar Costa, irmã de Vilma Martins Costa, mãe adotiva de Pedrinho e acusada de ter raptado o menino, a moça também não seria filha de Vilma.
No registro de nascimento consta como pai de Roberta o fiscal de rendas Osvaldo Borges - pai adotivo de Pedrinho - que morreu de câncer há quase dois meses. Entretanto, quando ela nasceu, em março de 1981, o fiscal ainda não tinha qualquer relacionamento com Vilma. ''Eles se conheceram entre 1984 e 1985'', conta Jorge Borges, filho mais velho de Osvaldo. ''Ele deve ter registrado para garantir a ela algum tipo de benefício, como plano de saúde.''
Em uma gravação feita na polícia, Guiomar Costa contou que Roberta havia sido ''arrumada'' em Taquaral, uma pequena cidade de 3.500 habitantes, a 80 km de Goiânia. No hospital São Francisco, o único da localidade, consta o nascimento de uma criança do sexo feminino, filha de uma mãe de 26 anos. No entanto, a filiação do bebê é desconhecida. Pela certidão de Roberta, na época de seu nascimento Vilma tinha 34 anos. No registro oficial de Roberta, feito em Goiânia, em 17 de fevereiro de 97, consta que ela nasceu em Itaguari, a 95 km da capital.


