Brasília, 29 (AE) - O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) será privatizado "provavelmente em agosto", informou hoje o diretor de Privatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Luiz Osório. A União colocará à venda 100% das ações ordinárias da empresa, que representam metade de seu capital total, e exigirá pagamento integralmente em dinheiro. Todos os consórcios participantes do leilão terão de ter em sua composição pelo menos uma empresa de seguro ou resseguro. Esses detalhes sobre a venda da empresa foram decididos hoje na reunião do Conselho Nacional de Desestatização (CND).
Na próxima reunião, marcada para o dia 26 de maio, deverá ser definido o preço mínimo do IRB e a data do leilão, além do cronograma das medidas preparatórias para a venda. Segundo o diretor do BNDES, o preço não foi definido até agora porque o CND preferiu aguardar a conclusão da proposta de regulamentação do setor. Ele informou que o leilão será feito pelo sistema de envelopes fechados. Caso as duas maiores propostas tenham entre si uma diferença inferior a 10%, as concorrentes passarão ao leilão de viva-voz. Junto com o preço mínimo, o CND vai definir também qual será o desconto oferecido aos empregados interessados em comprar as ações da empresa. Hoje ficou decidido que os empregados serão dispensados de ter um representante no conselho administrativo do IRB. Osório explicou que os conselheiros são responsáveis pelo desempenho da empresa, inclusive com seus bens pessoais.
Patrimônio - O CND discutiu ainda a venda de patrimônio da União. Na próxima reunião, será aprovada a contratação de uma empresa de consultoria que proporá a venda, concessão ou mudanças na forma de administração dos bens da União localizados nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro e suas regiões metropolitanas, além do patrimônio federal no litoral dos dois Estados. Não há, ainda, uma estimativa de quanto poderá ser arrecadado.
Osório explicou que, numa primeira etapa, o trabalho ficará concentrado nos bens localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro, "para o trabalho não ficar amplo demais" e acabar perdendo sua objetividade. Além disso, segundo informou, os dois Estados são os que mais concentram bens da União.

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