Tão logo sejam comunicados, o Conselho Tutelar e a delegacia de Irati, município a 135 quilômetros a norte de União da Vitória, pretendem investigar o caso do padre S.S.O., 62 anos. O religioso, que até anteontem trabalhava na Paróquia São João Evangelista, na Penha, zona Leste de São Paulo (SP), foi preso na capital paulista sob acusação de estupro de quatro mulheres e corrupção de menores. As jovens que teriam sido violentadas pelo padre são de Irati.

Pela gravidade das acusações, os dois órgãos de Irati esperam ser comunicados oficialmente para iniciar as investigações. A intenção é descobrir se não há casos semelhantes na cidade, onde o padre tem uma casa. Na delegacia local não há queixas contra o padre. Também não há registro de problemas com o padre na Cúria Metropolitana de Curitiba cidade onde ele pregou até julho de 1999, antes ser transferido para São Paulo.

Segundo a polícia de São Paulo, o padre aliciava meninas e adolescentes de Irati oferecendo escola, alimentação, roupas e emprego. Em São Paulo, o religioso, segundo acusações, forçava relações sexuais com as jovens. A Folha procurou a Arquidiocese de São Paulo, onde foi informado que o caso do padre está sendo acompanhado pela arquidiocese.

Ontem, a polícia de São Paulo confirmou, através do livro de registros do motel Aspen, que o padre esteve no local no último dia 18 com uma das jovens que sustentava.

S.S.O. teve prisão temporária (válida por cinco dias) decretada na noite de segunda-feira. À polícia, o padre disse que as meninas o acusam porque ele se recusou a pagar um aluguel da casa delas.

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