Londres, 08 (AE-AP) - Todos os seis iraquianos no centro do último drama de sequestro na Grã-Bretanha - um caso de 1996 envolvendo um avião sudanês - permanecem no país como candidatos ao asilo político, confirmou hoje (08) o governo britânico.
Os homens fizeram 197 passageiros e tripulantes de reféns por sete horas no Aeroporto de Stansted, norte de Londres, depois de sequestrarem o aparelho durante um vôo entre a capital sudanesa, Cartum, e Amã, Jordânia.
Eles carregavam pequenas garrafas cheias de sal, alegando tratar-se de granadas.
Em 1997, os homens foram condenados e sentenciados a penas de cinco a nove anos cada. Mas eles ganharam uma apelação um ano depois, com o tribunal decidindo que o juiz do julgamento deles agiu incorretamente ao impedir que jurados considerassem a defesa deles de que haviam agido sob "necessidade" como opositores do regime do líder iraquiano Saddam Hussein.
Os homens haviam alegado que invadiram o avião numa tentativa desesperada de entrar na Grã-Bretanha para buscar asilo depois que fracassaram tentativas de subornar funcionários para escapar.
O Ministério do Interior, que trata questões de imigração, confirmou que todos os seis homens entraram com pedidos de asilo e tiveram concedido o direito a benefícios sociais e ajuda legal.
Dois dos passageiros a bordo do avião sudanês também pediram asilo político. Acredita-se que o caso deles também esteja sob consideração.
Outro homem envolvido num sequestro anterior, de um Boeing 737 da Air Tanzânia em 1982, recebeu asilo depois de cumprir dois anos de uma pena de três.

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