Bagdá, 17 (AE-AP) O presidente iraquiano, Saddam Hussein, disse hoje (17) que o Iraque não abandonará sua luta contra Israel, até que os judeus abandonem as regiões árabes ocupadas ou aceitem viver como cidadãos em um estado árabe-palestino.
Em um discurso que pronunciou pela passagem do 31° aniversário do golpe que levou seu partido Baath ao poder, Saddam disse que outros líderes árabes pensam da mesma forma, mas receiam deixar claro sua opinião sobre o Estado de Israel.
Suas declarações se seguem às promessas do novo primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, de acelerar o processo de paz com os palestinos e com a Síria, depois da retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.
"A Palestina é árabe. Os sionsitas devem deixar a região", afirmou Saddam em discurso de 90 minutos, em cadeia nacional de televisão.
"Os judeus que quiserem viver com (o povo da Palestina) têm o direito como cidadãos do país. Se não, cada emigrante deveria voltar ao lugar de onde veio", acrescentou.
Não ficaram claros os motivos pelos quais Saddam tocou no assunto. Mas, se Israel implementar a paz com os árabes, o Iraque ficará isolado em sua posição, que se tornou mais difícil desde a Guerra do Golfo, em 1991.
"Abaixo com o sionismo. A Palestina é uma terra árabe, a pátria dos palestinos como parte da grande pátria árabe e da gloriosa nação árabe", acrescentou Saddam.
Mesmo assim, o presidene iraquiano instou os líderes árabes a "não se deixarem enganar" pelo novo primeiro-ministro israelense, que é "somente uma cara nova e um novo nome que o sionismo usa para ganhar mais tempo", concluiu.

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