Iraque, de novo alvo dos mísseis
Durante todo o ano, as relações entre o Iraque e os Estados Unidos foram conturbadas. Saddam Hussein forçou para conseguir derrubar as sanções estabelecidas pela ONU em 1991. No começo do ano, o governo iraquiano impôs restrições ao pessoal da ONU que fazia inspeções e os norte-americanos ameaçaram bombardear o país. A situação ficou complicada, foi necessária a intervenção do secretário geral da ONU, Kofi Annan, para evitar o ataque.
Em agosto, numa antecipação do desejo de atacar alguém, os norte-americanos bombardearam o Afeganistão e o Sudão, justificando a ação como represália pelo atentado contra embaixadas dos EUA na África.
Mas, afinal, em dezembro, o governo norte-americano, juntamente com o britânico, tiveram a ocasião de por em prática o plano de atacar o Iraque. Em novembro, uma vez mais, o governo de Saddam Hussein resolveu impedir o trabalho dos inspetores da ONU. Só quando estava para ser iniciado um ataque aéreo contra o Iraque, houve o recuo e os inspetores voltaram a Bagdá. Mas, depois das inspeções, diante da informação do inspetor chefe da falta de colaboração do Iraque, EUA e Grã-Bretanha não tiveram dúvidas: por quatro dias bombardearam o país, lançando mais mísseis no período do que durante toda a Guerra do Golfo, em 1991. Com o início do Ramadan, o mês sagrado dos muçulmanos, os ataques foram suspensos. Mas ninguém ousa antecipar até quando isto persistirá.





