Iraque condena ONU por postergar decisão sobre fim das sanções
Bagdá, 31 (AE-REUTERS) - O governo iraquiano criticou hoje (31) a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas de criar três grupos de trabalho para rever todos os aspectos de suas relações com o país e acusou a organização de ter tomado essa medida para adiar o levantamento das sanções internacionais contra o país.
"Isso levará meses e não significará nada mais além do adiamento e a manutenção do injusto embargo contra o Iraque", disse um porta-voz de uma reunião de altos oficiais do governo iraquiano, da qual tomou parte o presidente Saddam Hussein, informou a agência oficial INA.
O porta-voz reiterou que Bagdá exige a condenação dos ataques anglo-americanos ao país em dezembro e o imediato fim das sanções, acrescentando que o governo iraquiano não foi consultado pelo CS sobre a criação, no sábado, dos três grupos que irão examinar as relações com o Iraque nas áreas de desarmamento, condições de vida da população sob o embargo e levantamento de desaparecidos kuwaitianos e de outras nacionalidades durante a ocupação do Kuwait pelo Iraque, em 1990.
Os grupos serão liderados pelo embaixador brasileiro Celso Amorim, presidente de turno do CS.
As sanções das Nações Unidas, que limitam a venda de petróleo iraquiano e barram outras transações comerciais com o país, foram impostas depois da invasão do Kuwait, que ocasionou a Guerra do Golfo, em 1991.
O CS advertiu Bagdá de que o embargo não será levantado enquanto o país não cumprir as resoluções da ONU que requerem a eliminação de armas de destruição em massa.
Hoje, aviões americanos e britânicos voltaram a atacar alvos militares no sul do Iraque. Pela manhã, houve um ataque contra um sistema de radar iraquiano perto de Mosul, na zona de exclusão aérea no norte do país; à tarde, os aviões dispararam contra instalações de comunicação na zona de exclusão aérea no sul do Iraque.





