Bagdá, 28 (AE-AP) - O Iraque acusou hoje (28) as Nações Unidas de apagar evidências que teriam demonstrado sua reivindicação de que inspetores de armas da organização internacional contaminaram ogivas de combate iraquianas com o agente mortal VX.
A acusação foi feita horas depois que um grupo independente de peritos da ONU deixou Bagdá após realizar uma missão controversa, que incluiu a destruição de uma quantia pequena de VX e outros materiais tóxicos deixada para trás em um laboratório das Nações Unidas na capital iraquiana.
Os inspetores de armas químicas da Comissão Especial da ONU (Unscom) alegaram ter usado o agente XV para calibrar equipamentos enquanto testavam locais de armas iraquianos.
Um funcionário iraquiano não identificado disse que a destruição do VX foi levada a cabo sob pressão dos EUA para apagar evidências de que os inspetores da ONU teriam contaminado ogivas do Iraque, informou hoje a agência de notícias oficial INA.
O vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, afirmou a jornalistas que o Conselho de Segurança da ONU ordenou a destruição do agente XV porque soube que seus inspetores de armas tinham usado o produto para contaminar projéteis iraquianas.
Em 1998, foram levadas cabeças de ogivas de combate para análise nos Estados Unidos, França e Suíça. Os testes norte-americanos demonstraram que elas estavam contaminadas com o agente XV, enquanto que os testes suíços foram negativos e os franceses, inconclusivos.
O enviado da ONU para o Iraque negou as acusações iraquianas.

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