Irã diz que não quer perder mercado e aumentará produção
Viena, 29 (AE-DOW JONES) - O representante iraniano na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Hossein Kazempour Ardebili, afirmou, hoje (29), que o Irã não estava preparado para perder a sua fatia de mercado e que aumentará a produção de acordo com o montante que cabe ao país no acordo assinado, ontem, por nove países membros da organização. O Irã poderia subir sua produção diária de petróleo em 264 mil barris por dia, caso tivesse endossado o acordo de ontem.
Pelo pacto assinado ontem, nove dos onze países da Opep, com exceção do Irã e do Iraque, deverão elevar a produção em 1,452 milhão de barris por dia, atingindo uma meta de produção de 21 069 milhões de barris/dia.
Ardebili afirmou que o Irã poderá aumentar a sua produção além do nível autorizado ao país pelo pacto da Opep, mas vai adotar uma postura para ver o que ocorre com o mercado. Ardebili destacou que o Irã não estava preparado para assinar um acordo que parece ter sido criado sob pressão do governo dos EUA. "A intervenção dos EUA (na decisão da Opep aumentar a produção) estava fora das expectativas. Nunca a Opep havia passado por uma experiência semelhante".
Segundo o representante do Irã na Opep, o acordo estava, obviamente, formalizado antes de os membros da organização reunirem-se em Viena. "Não estamos aqui para endossar as diretrizes dos EUA", disse. Ardebili disse que se não houvesse a interferência dos EUA, o Irã poderia ter aceitado, inicialmente, um aumento de produção de 1 milhão de barris dia para os 10 países membros da Opep e, possivelmente, a proposta de aumento de 1,7 milhão de barris/dia. Segundo ele, os EUA prejudicaram a imagem do país ao interferir na reunião. "Está claro que o país impôs a sua posição à Opep", disse.
O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Namdar Zangeneh, afirmou que o país concorda com os outros membros da Opep em trabalhar por um preço entre US$ 22-US$ 28 por barril para o petróleo dos países da Opep. Zangeneh destacou que o mercado deverá esperar até abril para ver em quanto o Irã aumentará sua produção.





