IPV registra queda de preços de 0,31% na 3ª semana de outubro
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por Regina Silva 
São Paulo, 26 (AE) - O Índice de Preço do Varejo (IPV) da terceira quadrissemana de outubro apresentou taxa de 2,70% em comparação com os 3,01% registrado na semana anterior. A queda de 0,31% não representa muito para o setor, pois os índices ponta-a-ponta e semanal mantiveram-se em alta. O primeiro apresentou taxa de 2,83%, contrariando os 3% da semana passada, e o segundo, ficou em 1,28%, contra 0,87%. A análise dos dados é da pesquisa do IPV feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgada em parceria com a AGÊNCIA ESTADO.
O segmento de produtos não duráveis (alimentos, produtos de higiene, limpeza doméstica e farmacêuticos) ficou em 1,76%, enquanto o índice da semana passada foi de 2,69 - uma demonstração de moderação dos aumentos do setor. O item alimentos apresentou taxa de 1,78% nesta quadrissemana enquanto na anterior o índice foi de 2,74%. Os produtos de limpeza doméstica ficaram abaixo de 1% - os índices ponta-a-ponta e semanal tiveram resultados negativos de 1,08% e 0,36%, respectivamente.
Ao contrário dos produtos não duráveis o setor de semiduráveis (vestuário, tecidos e calçados) está em alta. Um dos responsáveis pelos saldos positivos no segmento, segundo o economista da FCESP, Miguel da Cruz Supico, é o final das liquidações de inverno que dão lugar às novas coleções de verão. O item calçado, por exemplo, que registrou queda de 2,37% na semana anterior, nesta ficou positivo em 0,69%. O de vestuário apresentou taxa de 4,48% no ponta-a-ponta e aumentou 2,26% no índice semanal contra -1,02 da semana passada.
A pesquisa revela um quadro pressionado para o setor de comércio automotivo que obteve 0,67% no ponta-a-ponta nesta semana contra 3,07% na anterior. De acordo com Supico, a "pressão" no segmento deve terminar no final do mês, quando o setor receberá o aumento integral de cerca de 12% previsto pelas concessionárias. Mas o líder de aumentos em outubro continua sendo o grupo de móveis e decoração com taxas de 10,12% (quadrissemanal) e 6,76 (ponta-a-ponta).
"Os aumentos, de maneira geral, são atribuídos basicamente ao comportamento da taxa de câmbio. O dólar que passou de R$ 2,00 tem influenciado diretamente nessa altas", explica o economista da FCESP.


