IPV aumenta 0,65 ponto porcentual na 3.ª quadrissemana de dezembro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de dezembro de 1999
Por Regina Silva 
São Paulo, 22 (AE) - O Índice de Preços no Varejo (IPV) aumentou 0,65 ponto porcentual na terceira quadrissemana de dezembro em relação à anterior. A taxa dessa semana ficou em 1 94% contra 1,29% verificado na passada. Segundo dados da pesquisa do IPV, feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fcesp), as principais pressões vieram dos segmentos de alimentos, vestuário e material de construção, que tiveram índices, nesta semana, de 4,27%, 1,95% e 1,98%, respectivamente. A análise da Fcesp, divulgada em parceria com a Agência Estado, entrevistou alguns empresários do comércio varejista a respeito do aumento do faturamento no setor. Para 34% das pessoas consultadas, o faturamento nesta terceira quadrissemana foi maior contra 38% verificado na semana anterior. O número de entrevistados que respondeu que as vendas foram menores ficou em 12% (em comparação às da semana passada), enquanto 39% disseram que o movimento se manteve igual ao da semana anterior.
Segundo a pesquisa, as lojas de semiduráveis (vestuário, tecidos e calçados) foram as que tiveram mais movimento nas vendas, com 54% de respostas positivas dos entrevistados. No segmento de material de construção, 13% dos entrevistados responderam que as vendas aumentaram em relação à semana passada. O número de lojas de roupas que estão realizando promoção caiu de 85% para 80%, desde a semana anterior. "É um número considerado normal nessa época de sazonalidade; é uma estratégia de marketing do setor para aumentar as vendas", diz o economista da Fcesp Miguel Supico.
As pressões verificadas no setor de alimentos, vestuário e de material de construção, segundo o economista, contribuíram bastante para elevar o IPV nesta terceira quadrissemana de dezembro. Ao contrário dos produtos alimentícios, segundo avaliação de Supico, os demais segmentos apresentaram queda nos índices nas semanas seguintes. "A proximidade do Natal está provocando uma mudança de comportamento nos preços de semiduráveis - alta semanal de 3,80% e ponta-a-ponta de 9,05%; depois dessa época, a tendência é que os resultados negativos apareçam", espera o economista.
O grupo de material de construção nesta semana em relação à anterior recuou de 3,19% (quadrissemanal) para 1,98%, enquanto o ponta-a-ponta (soma das quatro últimas variações semanais) ficou em 0,25%. "As taxas de juros é que estão garantindo as vendas desses produtos", diz Supico.
Já o setor automotivo continua com variação quadrissemanal negativa. Tanto a taxa semanal quanto o ponta-a-ponta tiveram desempenho positivo de 0,98% e 0,33%, respectivamente. "Como a demanda está fraca, não há porque fazer repasse de preço", acrescenta Supico. Segundo ele, o segmento deve reajustar os preços de veículos nos próximos meses. "Ainda não dá para precisar quando isso será feito", acrescenta.


