São Paulo, 29 (AE) - Agências de fomento, institutos de pesquisa e até mesmo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estão convencidos da necessidade de identificar áreas estratégicas destinadas à solução dos grandes problemas nacionais para concentrar nelas a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico do País. Essa foi uma das idéias essenciais apresentadas hoje no seminário Desenvolvimento Tecnológico no Século 21: Desafios e Oportunidades, promovido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo.
"O IPT está decidido a superar sua dispersão e partir para identificar e propor respostas aos grandes problemas nacionais", disse Vicente Mazzarella, diretor-técnico do instituto. Com esse objetivo, o IPT elegeu seis linhas básicas de atuação, entre as quais se destacam: apoio tecnológico ao aumento das exportações, sobretudo de pequenas e microempresas, apoio à criação de normatizações e outras barreiras não tarifárias às importações, reconceituação do papel do IPT no suporte à elaboração e ampliação de políticas públicas e a criação de um programa de treinamento interno baseado em parcerias com as instituições que forem líderes mundiais em cada uma das áreas de pesquisa do instituto.
Por último, o IPT decidiu eleger de três a cinco grandes projetos de grande impacto socioeconômico em áreas estratégicas para neles concentrar boa parte de seus esforços de pesquisa. Para isso, a instituição está promovendo, no mês que vem, 17 seminários técnicos para debater as propostas candidatas a tornarem-se esses grandes projetos. Esforços - Francisco Landi, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), lembrou os esforços que a instituição vem fazendo para integrar a pesquisa acadêmica com o setor produtivo. "É importante frisar, entretanto, que a elaboração de uma política de ciência e tecnologia articulada, assim como da política industrial que lhe serve de base, cabe ao governo e não às agências e instituições de pesquisa", disse Landi.
Flávio Grynspan, diretor do Departamento Tecnológico da Fiesp, destacou que os empresários se conscientizaram de que competitividade hoje depende essencialmente de pesquisa e desenvolvimento e, por isso, a Fiesp trabalha em três frentes prioritárias nessa área. A primeira está voltada a promover um amplo debate para identificar as áreas estratégicas para o desenvolvimento do País, a fim de nelas concentrar os esforços de pesquisa. As outras se dirigem a integrar oferta e demanda de ciência e tecnologia e a estimular as empresas a trazer para si a pesquisa.

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