São Paulo, 21 (AE) - Para garantir a qualidade e reduzir custos, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo vai avaliar pela primeira vez o mobiliário escolar que será adquirido por 784 escolas da rede pública que integram o Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola), um programa do Ministério da Educação. "Os materiais comprados anteriormente não tinham boa qualidade e, além de terem preços muito altos, apresentavam risco para os alunos por causa do mal-acabamento", afirma o coordenador financeiro do Fundescola, Duílio Cezar Braga.
A parceira entre o Fundescola e o IPT prevê a padronização das especificações técnicas dos produtos para nortear os processos de licitação de compra e permitir o acompanhamento desde o início da produção nas fábricas até a entrega dos materiais nas escolas. Até junho deste ano, serão empregados US$ 28 milhões na aquisição dos equipamentos, cerca de 263 mil kits de mesas e cadeiras. O trabalho está sendo financiado pelo Banco Mundial, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O projeto inclui também a padronização de mais 11 itens escolares que serão comprados pelo Fundescola, como armário, ventilador, mesa para professor e móveis de biblioteca.
Braga espera que a durabilidade dos móveis aumente de um para cinco anos. Com regras para as licitações, o Fundescola pretende aumentar a competitividade entre as empresas interessadas, reduzindo os custos. "Assim, vamos economizar, mas garantindo a qualidade dos equipamentos e o bem-estar dos alunos", diz Braga.
O Fundescola é uma vertente do Projeto Nordeste, que tem por objetivo melhorar a qualidade do ensino nas Regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Ainda este ano, o Projeto Nordeste será desativado e os Estados beneficiados por ele passarão a integrar o Fundescola.
O IPT vai analisar matéria-prima, acabamento, resistência, pintura e tratamento anticorrosivos dos 13 itens escolares, de acordo com normas técnicas previamente estabelecidas pelos técnicos do instituto. "Definimos essas normas tomando como base algumas já existentes", explica o coordenador da Coordenadoria de Relações com o Mercado do IPT, Juvenal Antônio Schalch Neto. "Essas normas que deverão ser usadas em Estados nos processos de licitação", explica.
Todo o material técnico será reunido em um livro, que o IPT distribuirá entre as secretarias de Educação e escolas. Outro subproduto do trabalho, acredita Schalch Neto, é a definição de padrões de qualidade para o setor. "As empresas poderão usar as especificações para melhorar a qualidade dos produtos que fabricam", diz. De acordo com Braga, algumas escolas de Estados que não integram o Fundescola estão pedindo a pesquisa do IPT para nortear as futuras licitações.

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