Campinas, SP, 14 (AE) - Uma das áreas estratégicas para as empresas de reflorestamento para papel e celulose é a produção de mudas. As empresas evoluíram muito e ainda investem no melhoramento genético e seleção das variedades plantadas mas, agora, concentram esforços na reprodução de mudas. Justamente a área em que o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, IPEF (http://www.ipef.br) conseguiu dar um salto de qualidade, com a tecnologia conhecida como minijardim clonal.
"Depois de produzidos em laboratório, os clones eram transformados em mudas de eucalipto, ou, mais precisamente, em estacas prontas para o plantio, nos chamados jardins clonais, feitos no campo, com espaçamento de 50 centímetros entre as plantas e produção de 200 metros quadrados de estacas a cada 60 dias", conta Edson Higashi, consultor do IPEF. "Transferimos este jardim clonal para viveiros, onde diminuímos o tamanho das plantas e, através do controle da temperatura, da umidade e dos nutrientes, obtivemos um ganho significativo de produtividade."
Eles passaram para um espaçamento de 10 centímetros entre as plantas e produção de 2.500 metros quadrados de estacas a cada mês. Ou seja, obtiveram uma produtividade 25 vezes maior, sem contar a redução de custos com mão-de-obra e espaço, a melhoria da qualidade fitossanitária das mudas, a automatização dos sistemas de fertirrigação (semelhante à hidroponia) e maior proteção contra intempéries.
Pelos ótimos resultados, a tecnologia do IPEF foi selecionada dentre os 198 projetos de Biotecnologia apresentados à Confederação Nacional da Indústria, CNI (http://www.cni.org.br), para figurar num CD-Rom, livro e vídeo, chamado "Tecnologia e Inovação para a Indústria", lançado em setembro. Das publicações constam também projetos relacionados ao desenvolvimento de novos materiais e informática.
A pesquisa do IPEF com o minijardim clonal foi parcialmente financiada por empresas do setor. A primeira parceria foi com a Lwarcel, que investiu cerca de 25 mil reais anuais, desde 1996. Em seguida foram firmados contratos de parceria também com as outras grandes do setor: Votorantim, Ripasa, Cenibra e Aracruz. Além de Edson Higashi, participaram do desenvolvimento o pesquisador Antônio Natal Gonçalves, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ESALQ-USP (http://www.esalq.usp.br), e Ronaldo Luiz Vaz de Arruda Silveira
também consultor do IPEF.
Mais informações pelo telefone (19) 4308619 ou pelo endereço eletrônico [email protected].

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