IPCA pode passar a quadrissemanal
Rio, 21 (AE) - A chefe do Departamento de Índice de Preços do IBGE, Márcia Quinstlr, confirmou que existe a "possibilidade" de o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) passar a ser quadrissemanal. "O fato de a gente não divulgar o índice de quatro semanas está mais ligado à consideração de que o resultado mais relevante é do mês cheio", informou Márcia, observando que, por enquanto, ainda não há nada de concreto sobre o assunto.
A economista informou apenas que a divulgação do índice deve ser realizada sempre entre os dias 8 e 12 do mês. A chefe do IBGE informou que, em agosto, novos produtos devem entrar no cálculo do IPCA, com base nos resultados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 1996, que registrou mudanças nos hábitos de consumo brasileiros. Márcia acrescentou que o planejamento da próxima POF, que já começou e deve ter seu trabalho de campo executado em 2000 ou 2001, já considera a possibilidade de verificar se novas regiões metropolitanas ou capitais poderão, no futuro, entrar no cálculo do índice.
Atualmente, o IPCA é calculado em nove regiões metropolitanas (Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba), além de Brasília e Goiânia. O índice calcula a variação do custo de vida para famílias entre um e 40 salários mínimos. Esse grupo atinge, segundo Márcia, 40% da população urbana brasileira, 30% da população total do País, e "cerca de 98%" da população das regiões pesquisadas. Na elaboração do IPCA, o peso de cada grupo de produtos pesquisado é o seguinte: alimentação, 24%, bebidas, 24%, habitação, 16,64%, artigos de residência, 6,31%, vestuário, 8,28%, transporte e comunicação, 19,78%, saúde e cuidados pessoais, 10,16%, e despesas pessoais, 14,56%. O peso das tarifas públicas que tiveram reajuste são os seguintes: energia elétrica, 1,58%, gasolina, 3,6%, gás e combustíveis domésticos, 0,90%, e telefone residencial, 1,98%.





