Rio, 25 (AE) - A inflação no segundo trimestre foi de 1 27%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de cada mês do período mostrou declínio do ritmo da inflação. O índice foi de 0 78% em abril, baixou para 0,51% em maio e registrou deflação de -0,02% em junho.
Referência para a variação do custo de vida de famílias com renda média entre um e 40 salários mínimos, o IPCA-E é coletado entre as duas últimas semanas e as duas primeiras semanas de cada mês, e é usado para a correção da Unidade Fiscal de Referência (Ufir). No primeiro trimestre do ano, a inflação registrada foi de 2,56%.
Entre os grupos de produtos pesquisados, os que tiveram maiores altas de abril a junho foram os de saúde e cuidados pessoais (3,66%), artigos de residência (2,81%), transporte e comunicação (2,58%) e vestuário (2,40%). Os gastos com despesas pessoais aumentaram 0,73% - menos do que o resultado geral. Alimentações e bebidas tiveram deflação de -1,25%.
O IBGE destacou, no período, os reajustes do gás de bujão (15,42%), enlatados e conservas (8,14%), produtos farmacêuticos (7,99%) e artigos de limpeza (7,32%). As quedas de preço mais expressivas foram de 17,46% dos cereais, legumes e oleaginosas, de 12,49% das frutas, de 6,91% dos óleos e gorduras e de 6,43% das hortaliças e verduras.
Entre as 11 capitais pesquisadas, a maior inflação medida pelo IPCA-E foi registrada em Porto Alegre (3,18%). Belém
com alta de 0,01% no período, foi a capital com menor alta do custo de vida. O IPCA-E de São Paulo foi de 0,92%, e o do Rio de Janeiro, de 1,37%.

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