IPC encerra mês valendo o triplo da expectativa
São Paulo, 05 (AE) - Quem assumiu dívidas corrigidas pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e levou em conta as projeções dos técnicos da instituição, de que o IPC de setembro ficaria em 0 30%, vai ter de desembolsar o triplo para quitar seus débitos porque o índice fechou o mês em 0,91%, contrariando todas as estimativas.
O comportamento atípico dos preços dos artigos de vestuário, da carne, do feijão e do álcool fez com que a instituição reavaliasse, a cada semana, as projeções. Inicialmente, o coordenador do IPC da Fipe, Heron Carmo, previa que o custo de vida de setembro ficasse em 0,30%. Depois, ele reviu essa projeção para 0,50% e, na última semana, para 0,70%. Mas o mês fechou em 0,91%, ou seja, 0,61 ponto percentual acima do previsto. Ele admite que nunca alterou tantas vezes as estimativas em tão pouco tempo.
Dentre os produtos que fugiram do controle do economista estão os artigos de vestuário. Normalmente, os preços das roupas caem em setembro por causa das liquidações. Neste ano, Heron esperava queda de 2%, mas o mês fechou com alta de 0,43%.
Feijão, com alta de 31,95%, surpreendeu. Heron achava que o IPC da última quadrissemana iria registrar a queda captada nos preços, na ponta. No caso da carne, a aumento por conta da entressafra foi ampliado por causa do câmbio. Também a subida do álcool contrariou a expectaiva de queda nos transportes.





