IPC da Fipe recua depois de 2 meses consecutivos de alta
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sexta-feira, 10 de dezembro de 1999
Por Denise Neumann 
São Paulo, 10 (AE) - Depois de dois meses consecutivos de alta, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apresentou retração. A inflação da primeira semana de dezembro foi de 1,34%, inferior à do fim de novembro, de 1,48%. "O pior momento passou", disse Heron do Carmo, coordenador do IPC-Fipe. A tendência é de declínio até o fim do mês, com previsão de encerrar dezembro entre 0,5% e 0,6%.
Esse resultado é explicado pela estabilidade nos preços do álcool, da gasolina, carne bovina e do frango. Esses itens foram os principais responsáveis pela inflação de novembro. Como os preços desses produtos pararam de subir, a tendência é de a inflação ficar cada vez mais próxima de zero para esses itens, explicou Heron.
O coordenador do IPC da Fipe espera inflação perto de 0 50% em janeiro. Essa previsão não considera a eventualidade de alta na tarifa de ônibus urbano e de telefonia fixa, anunciadas pela Telefônica.
O reajuste, se não for sustado na Justiça, deve aparecer nas contas em janeiro e terá impacto maior no cálculo da inflação. Isso porque, na ocasião, estará em vigor o novo IPC da Fipe, no qual o peso das contas telefônicas está sendo ampliado de 0,92 para 3 pontos percentuais.
Heron calcula que o aumento médio será de 10% (a assinatura está aumentando 17% e o pulso local, 5,45% ). Com isso, o impacto será de 0,09% pelo sistema atual e de 0,29% na nova metodologia.
Heron disse que não há pressões inflacionárias decorrentes de aumento de demanda. Alguns itens, como aparelhos de imagem e som, estão com tendência de alta, mas os índices são pequenos e considerados normais nesta época.
Com exceção de vestuário, todos os grupos que compõem o IPC da Fipe encerraram a primeira quadrissemana de dezembro com inflação menor que no fechamento de novembro. Na primeira quadrissemana de dezembro, o item transportes apresentou a maior variação: 3,97%, indicando queda de quase 1 ponto porcentual ante a alta de 4,89% de novembro. Alimentação, com 2,40%, foi o segundo maior reajuste. O grupo despesas pessoais subiu 0,49% e educação, 0,34%.


