Para as empresas, investir em prevenção às Dort significa economia. Segundo o fisioterapeuta Fernando Sambugari Rodrigues, de Londrina, a cada R$ 1,00 investido em prevenção, a empresa economiza R$ 4,00 com afastamento e indenização de funcionários com a doença. ''Dados do INSS apontam que uma empresa pode gastar cerca de R$ 90 mil por ano por conta de um funcionário afastado, incluindo o pagamento de um funcionário temporário e encargos salariais'', cita.
Rodrigues destaca também dados do curso de Economia da Universidade de São Paulo (USP), reconhecendo que o governo gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças do trabalho. ''As Dort ficam em 2º lugar depois dos acidentes e significam mais de 30% das doenças de trabalho'', explica.
Em Londrina, pelo menos duas empresas investem em prevenção, a fábrica de cadeados Pado e a Ingersoll Rant, que engloba a Hussmann, a Climet Control e a Air Solution.
Na Pado, segundo a gerente de Recursos Humanos, Vânia Tovo Oliveira, há mais de dois anos os funcionários contam com ginástica laboral três vezes por semana. Outra medida preventiva, adotada há cerca de um mês, foi a implantação de uma academia de ginástica para os 950 funcionários na empresa. ''Isto melhora a qualidade de vida e é prevenção para doenças crônicas'', ressalta o professor de Educação Física Itamar Novais Souza, que orienta a ginástica laboral e a prática na academia.
Na Hussmann, segundo a médica do trabalho Beatriz Tamura, as medidas de prevenção começaram a ser implantadas em novembro do ano passado. Além da ginástica laboral, que está sendo implantada gradativamente, em setores da produção já há rotatividade nos postos de trabalho. ''É um investimento com resultados a longo prazo'', enfatiza.(C.P.)

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