Atualmente o país conta com mais de 700 aeroportos, que têm registrado um aumento de movimentação médio em torno de 11%. Entretanto, o investimento em infraestrutura não tem acompanhado o crescimento da demanda pelo transporte aéreo. O Governo Federal anunciou esta semana o investimento de R$ 7,5 bilhões em reformas e adequações nos aeroportos mais importantes do país, enquanto que especialistas apontam que seria necessário cerca de R$ 34 bilhões para diminuir problemas já existentes.
A falta de manutenção de infraestrutura, pouco aprimoramento de capacitação técnica e deficit de mão de obra já são problemas rotineiros na maioria dos aeroportos brasileiros. As falhas envolvem desde pistas inadequadas até falta de bombeiros civis para atender acidentes aéreos. ''Esses problemas são responsáveis por 8,3% dos acidentes aéreos registrados no Brasil'', afirmou o gerente de infraestrutura aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Daniel Alves da Cunha.
Essas e outras questões foram abordadas por especialitas durante o VIII Encontro Paranaense de Segurança Operacional, promovido ontem pelo curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar. Segundo Cunha, um exemplo da falta de capacitação técnica é o atual déficit de bombeiros civis que atuam nos aeroportos. ''Temos um déficit de cerca de 500 bombeiros. A estimativa é de que até 2014 esse número suba para 1.045'', enfatizou.
Cunha ressalta que desde 2005 a Anac tem trabalhado para minimizar este e outros problemas. ''Temos atuado na padronização de normas administrativas dos aeroportos brasileiros e investido na fiscalização e monitoramento dos aeroportos'', salientou.
Na avaliação dele, apesar do aumento da demanda de passageiros, os aeroportos brasileiros atuam com sistemas de segurança eficazes. ''O fato de atuar no limite da capacidade, as normas de segurança têm sido respeitada pela maioria dos aeroportos e os que ainda não apresentam algum tipo de inadequação são fiscalizados regularmente para que isso ocorra o mais breve possível'', afirmou.
Cunha acredita que até a data da Copa e das Olímpiadas do Brasil os problemas dos aeroportos no país já estarão minimizados. ''Esses são eventos pontuais que nos preocupam, mas temos trabalhado de forma efetiva para aumentar a segurança antes e depois deles'', afirmou.
Seguro
Apesar da falta do sistema Instrumen Landing System (ILS), que facilita pousos e decolagens por aparelhos, o aeroporto de Londrina é considerado seguro pelo coordenador de Tráfego Aéreo da Infraero Leandro da Costa Monteiro.
''O ILS é importante, mas não é essencial. Atualmente contamos com outros equipamentos e com 29 controladores de voo altamente capacitados. Podemos afirmar que o aeroporto de Londrina realiza cerca de 60 mil tráfegos anuais com segurança'', garantiu.

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