Brasília, 14 (AE) - O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Lopes Tápias, anunciou hoje ainda, no discurso de posse, que pretende dar especial atenção "a uma enorme lista de investimentos que já foram feitos, tanto pelos poderes públicos quanto pela iniciativa privada, e que hoje são obras inacabadas, esqueletos semi-abandonados, fazendas paralisadas, lojas fechadas ou fábricas incompletas". "Tenho certeza de que, em muitos casos, será possível, inclusive através de parcerias entre o governo e as empresas, terminar o que está incompleto, desde que o custo seja baixo e o potencial de geração de empregos e oportunidades de trabalho justifique o esforço", afirmou. No mesmo sentido, Tápias anunciou que não atuará somente em novos projetos no setor produtivo, mas que considera dever "dar força e expandir as atividade produtivas já existentes e impedir que empresas em operação sejam fechadas ou se convertam em esqueletos improdutivos". Tápias anunciou que determinou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que "estabeleça prioridade absoluta para o fortalecimnento da empresa privada nacional, de todos os portes e de todas as regiões". Segundo ele, "o Brasil não será jamais um país desenvolvido, em condições de competir no mundo globalizado, se não dispuser de empresas fortes dispostas a investir, com criatividade e seriedade, nos setores e negócios capazes de propiciar retornos significativos; e gerar lucros que estimulem reinvestimentos voltados, inclusive, para contribuir para a eliminação da dívida social que aflige e envergonha a todos nós". Tápias elogiou estudos realizados pelo banco na busca de soluções que aumentem a capacidade e competitividade do País em áreas de infra-estrutura e setores prioritários como a siderurgia, a geração de energia e a petroquímica, onde a globalização torna crítica a situação de empresas que se habilitam a competir, sem dimensão compatível, com as megacorporações externas que ditam as diretrizes de uma inexorável globalização. Ele ressaltou, no entanto, que o Brasil não é um país xenófobo e que, em muitos casos, será oportuno e aconselhável que o BNDES coloque os recursos também para tornar viáveis projetos de parceiros internacionais, "especialmente se eles representarem contribuição significativa para a redução das desigualdades regionais da nossa economia, ou criarem pólos de investimentos downstream, com novas oportunidades para o pequeno e médio empresário nacional; ou, se os investimentos externos alargarem o potencial exportador do País". Tápias, que foi aplaudido de pé, no fim do discurso, anunciou que pretende, também, se empenhar no prosseguimento e na aceleração do programa de privatizações. Ao lembrar que o presidente Fernando Henrique Cardoso o estimulou a também trazer novas idéias para este setor
Tápias relatou que uma tendência mundial tem favorecido novos formatos de empresas em que investidores domésticos e internacionais compartilham do capital em parcerias as mais diversas, visando à modernização das estruturas de produção e à expansão dos negócios, até mesmo por acessos privilegiados aos mercados internacionais. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o BNDES, certametne, dará prioridades aos financiamentos e apoios que possibilitem compromissos da empresa no sentido de manter no País o poder de decisões estragégicas e de gestão, que assim atendam aos melhores interesses nacionais. Também prometeu se engajar na diretriz recebida do presidente de se empenhar na defesa da necessidade de reforma tributária que se concretize ainda este ano, que modernize o regime de impostos do País, elimine entraves burocráticos, desonere a produção, combata a informalidade da chamada economia submersa e torne visíveis os impostos cobrados.

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