Durante todo o primeiro ano pós-crise, cerca de 70% das reformas emergenciais promovidas na PEL 2 se deram com verbas provenientes do Conselho da Comunidade, que congrega representantes de vários setores da sociedade em prol da questão penitenciária. Nos últimos cinco meses, o diretor da unidade, Reginaldo Peixoto, calcula que 72 celas foram reformadas, além dos setores de enfermaria, pátios de visitas e setor de tratamento penal que abrange a psicologia, serviço social e tratamento odontológico.
Somente nesta segunda-feira (3) teve início a reforma oficial pelo Estado. A Servo Construções Civis, de Maringá, terá seis meses para concluir todas as obras na unidade. A empresa venceu a licitação pelo menor valor de R$ 1,9 milhão, R$ 800 mil a menos que a previsão inicial. Atualmente, a unidade abriga 930 presos, com previsão de retomar mais 170 vagas após o término das obras. "Temos alguns espaços vagos que serão usados para fazer a rotatividade dos presos. Assim, eles não precisarão ser transferidos", explica Peixoto.
O promotor da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Eduardo Diniz, relembra a luta intensa do Ministério Público para que o Estado cumprisse o papel de garantir as mínimas condições de funcionamento da segunda unidade da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) durante os últimos 12 meses. "Tivemos uma primeira fase mais crítica, em que tivemos que intervir e pedir a interdição da penitenciária, e outra em que houve uma demora muito grande, com a ausência do Estado em promover as reformas necessárias", detalha. Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), o cronograma de obras obedeceu os prazos legais do processo licitatório e a fase de estudos de engenharia feito pela Paraná Edificações.(C.F.)

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