Curitiba - Conforme a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), os investimentos mínimos necessários para resolver os problemas apontados nas rodovias do Paraná chegam a R$ 1,8 bilhão. O cálculo, conforme o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, é baseado em valores de obras levantados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Uma obra de restauração, por exemplo, custa R$ 675 mil; e uma obra de manutenção, R$ 500 mil.
Como as equipes verificaram problemas em 2.880 km (902 km precisam de restauração e 1.978 km de manutenção) de rodovias no Paraná, chegou-se ao valor de R$ 1,6 bilhões. Além disso, a CNT apontou que o Estado precisa de obras de conservação em 4.752 quilômetros de pista simples de mão dupla (no valor de R$ 41 mil/km); 56 quilômetros em pista simples com mão única (R$ 75 mil/km) e em 1.978 em rodovias com pista dupla (R$ 75 mil/km). Tudo isso totaliza R$ 261,7 milhões, fechando a conta para chegar a R$ 1,8 bilhão.
''Esses valores foram levantados a partir das necessidades verificadas pelas equipes que visitaram as rodovias. Principalmente aquelas em situação péssima, ruim e regular'', destacou.
Paulo Melani, diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), considerou o desempenho das rodovias estaduais boa em relação aos demais Estados. ''Sempre queremos melhorar a situação, mas podemos considerar que fomos bem avaliados'', declarou.
A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) informou que vai analisar o estudo e deve se pronunciar nos próximos dias. A reportagem também entrou em contato com o Dnit em Brasília e na superintendência no Paraná, mas não obteve retorno.(R.C.J.)

mockup