Porto Alegre, 1 (AE) O novo diretor superintendente, Roberto Medeiros, explicou que o "objetivo olímpico" da CRT é custear a maior parte dos investimentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da geração de caixa. A intenção é evitar um endividamento maior em moeda estrangeira, cujo impacto com a desvalorização cambial que foi o principal responsável pelo prejuízo líquido de R$ 138 milhões da operadora em 1999. "Foram feitos empréstimos sem proteção (hedge) contra uma eventual desvalorização, mas isto já aconteceu e não adianta chorar sobre o leite derramado", comentou Medeiros.
No final de 1999 a CRT tinha um endividamento financeiro de R$ 868 milhões no curto e longo prazo, sendo praticamente a metade em moeda estrangeira. Com a desvalorização do real, o impacto negativo sobre o balanço alcançou quase R$ 226 milhões. Conforme o diretor financeiro, Victor Moura, o serviço da dívida este ano, incluindo bancos e fornecedores, alcança R$ 500 milhões. "Será um ano de gastos muito controlados", comentou.