Investimento privado será menor em país emergente
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domingo, 25 de abril de 1999
Por Mônia Yanakiew 
Washington, 26 (AE) - Este ano, os investimentos privados líquidos para as economias emergentes será de US$ 141 bilhões - menos que os US$ 143 bilhões de 1998 e menos da metade dos US$ 330 bilhões de 1996. Mesmo assim, o Institute of International Finance (o IIF, que inclui mais de 300 instituições financeiras do mundo inteiro) manifestou um "otimismo cauteloso".
"Os investimentos estrangeiros diretos continuam fortes
e tem se mantido a um nível de US$ 100 bilhões anuais", disse John Bond, presidente do IIF. Este ano, no entanto, os investimentos privados líquidos no Brasil serão de apenas US$ 14 bilhões - praticamente um terço dos US$ 36 bilhões de 1998.
Apesar de falarem na recuperação da confiança nos mercados emergentes, os banqueiros apresentaram números pouco promissores. Este ano, os fluxos de capitais privados para América Latina terão uma acentuada queda: passarão dos US$ 85 bilhões de 1998 para US$ 66 bilhões.
Os investimentos diretos, apesar de representarem 70% dos investimentos líquidos totais nos países em desenvolvimento, também serão menores. Em 1998 foram de US$ 120 bilhões e este ano serão de US$ 103 bilhões.
Recuperação - Já os investimentos nas bolsas terão uma recuperação: passarão dos US$ 2 bilhões de 1998 para US$ 22 bilhões. Os banqueiros rejeitaram muitas das críticas feitas recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird), de que a retirada em massa de capitais voláteis das economias emergentes acentuou a crise. Segundo eles, muitos empréstimos são feitos a curto prazo porque os países não oferecem oportunidades para investimentos a longo prazo.
Para os banqueiros, seria um erro do FMI ou do Bird tentarem controlar o fluxo dos capitais voláteis: o controle deve ser fruto de um acordo voluntário entre bancos e o país credor. Como exemplo, o IIF citou o Brasil, que em março passado fez um acordo com os bancos privados para manter entre US$ 40 bilhões e US$ 44 bilhões em linhas de crédito interbancárias e de comércio. "Já renovamos mais de 100% dessas linhas, o que significa que novo dinheiro entrou", afirmou ontem o presidente do Citicorp, Bill Rhodes.


