que ficou em US$ 27,1 bilhões, superou o déficit em transações correntes que, no mesmo período, foi de US$ 25 bilhões. Caldas assegurou que isso dá mais tranquilidade ao País porque os investimentos diretos são recursos de longo prazo. Dessa forma, explicou, eles não deixam o País de uma hora para outra. "Eles vêm para comprar uma planta de uma fábrica, participações em empresas ou entrar nos processos de privatização", afirmou. O volume de investimentos diretos recebidos este ano superou até mesmo as estimativas feitas pelo governo. Em agosto último, o Banco Central previu que o total destes investimentos até o final do ano ficaria em US$ 25 bilhões. Na época, o volume acumulado no ano estava em US$ 19,9 bilhões. Para o próximo ano, o BC trabalha com a perspectiva de receber US$ 22 bilhões incluindo os recursos destinados à privatização. Além da venda do Banespa, o governo trabalha com a previsão de privatizações no setor de energia e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Nos US$ 27,1 bilhões recebidos este ano, estão incluídos US$ 8,64 bilhões de privatizações. Destes, US$ 3,8 bilhões ingressaram em fevereiro e foram referentes a antecipações pela concessão de serviços de telefonia. Em 98, o total de investimentos diretos destinados à privatização foi de US$ 6,1 bilhões. Considerando o acumulado em 12 meses, o total de investimentos diretos aplicados no Brasil chegou a US$ 29,7 bilhões até novembro. O recorde, no entanto, havia sido registrado até julho quando o acumulado alcançou US$ 32,4 bilhões. Informações do Banco Central indicam que um dos setores que têm registrado mais crescimento no recebimentos destes investimentos é o de serviços, especificamente a área de turismo. Segundo admitiu o chefe do Depec, Altamir Lopes, este ano tem havido um direcionamento maior para o setor hoteleiro.Por Soraya de Alencar Brasília, 16 (AE) - Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil este ano deverão ser recordes. No acumulado até o último dia 15, o País já havia recebido o total de US$ 28,3 bilhões. Mais de US$ 2 bilhões acima do volume do ano passado, que ficou em US$ 26,1 bilhões. "O Brasil é uma área extremamente atraente para os investimentos diretos", afirmou o chefe-adjunto do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Fernando Caldas. Ele destacou que o total de investimentos recebidos até novembro

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