Curitiba - A empresa Subsea 7 reforçou ontem a intenção de investir R$ 100 milhões nas obras do Parque de Construção Submarina em Pontal do Paraná (Litoral) e condicionou o início das construções à liberação por parte do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da licença de instalação. A decisão foi anunciada ontem, apesar do ajuizamento da ação civil conjunta do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e do Ministério Público Federal (MPF), pedindo a suspensão do empreendimento por causa do impacto ambiental.
A empresa já possui uma licença prévia concedida pelo IAP em janeiro, mas ainda precisa da licença de instalação para poder iniciar as obras. Para acelerar o procedimento, a diretoria da empresa se reuniu com representantes do governo estadual para discutir a liberação da documentação até o final do ano. Caso isso não ocorra, o empreendimento pode seguir para outro Estado.
Sem a licença de instalação, a empresa já perdeu prazos de um contrato de R$ 1 bilhão com a Petrobras. ''Mantemos a intenção de nos instalarmos no Paraná. Esse é o nosso desejo, mas dependemos da licença para não perdermos outras oportunidades. O empreendimento não se baseia por um contrato único, mas sim a longo prazo. A questão é que precisamos da documentação para que tudo ocorra dentro do previsto'', informou o diretor-presidente da Subsea 7, Victor Bomfim.
A empresa confirmou que Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo já se interessaram em abrigar a unidade.
O secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros, comentou que não tem como estipular um prazo para que o governo conceda a licença ambiental. ''Estamos com a maior boa vontade de ficar com a empresa aqui no Paraná, a reunião foi muito útil para mantermos o diálogo, mas não tem como antecipar o processo'', afirmou. Procurada, a Secretaria Estadual de Planejamento não se manifestou até o fechamento da edição.

mockup