São Paulo, 5 (AE) - O orçamento dos departamentos de recursos humanos das empresas deve crescer nos próximos três anos, segundo pesquisa feita pela consultoria Arthur Andersen. De acordo com o levantamento, o investimento acompanha a tendência de que a nova economia se baseia fortemente nos ativos intangíveis- valores percebidos, mas de difícil avaliação quantitativa - , definidos pela somatória dos conhecimentos existentes dentro da organização. As principais áreas afetadas serão: treinamento e desenvolvimento (74%), remuneração (40%), benefícios ( 35%), departamento pessoal (23%) , seleção ( 12%), recrutamento (16%) e outros como segurança patrimonial, serviços administrativos e medicina do trabalho (7%).
Cerca que 82% das empresas contam com atividades terceirizadas na área de RH, consideradas no estudo como os "drivers" das mudanças. Para 84%, os resultados da terceirização são positivos. A enquete indica que a maior preocupação da área de RH é alinhar-se com as metas estratégicas da empresa (82%). A capacitação da mão-de-obra, através de treinamento e desenvolvimento, aparece em segundo lugar (65%). "O conceito muda de recursos humanos para capital humano, onde perder um colaborador pode significar perder capital", concluem os consultores.
Em terceiro lugar surge a intenção de ajudar a empresa ou outras áreas nos processos de mudança organizacional (50%), seguida da melhora dos sistemas relacionados com serviços de departamento de pessoal (33%), reorganização da área de RH (32%) e implantação de um novo modelo de remuneração (41%).
Para a pesquisa foram ouvidas 120 empresas de vários portes de São Paulo, Rio de Janeiro e Sul do País, das quais 46% são de capital nacional e 54% de capital estrangeiro.
Terceirização - A alimentação lidera o ranking de atividades terceirizadas, com 91%, seguida pelo transporte (67%)
recrutamento (31%), benefícios (28%), seleção (24%), folha de pagamento (24%) e treinamento e desenvolvimento (18%).