Curitiba- Apesar de ter produtividade de cargas acima da média nacional, a Ferropar ainda não conseguiu investir o suficiente para cumprir o contrato de subconcessão com o governo do Estado. Enquanto o contrato previa um investimento para 2003 de R$ 11,8 milhões, a Ferropar investiu apenas R$ 58 mil, menos de 0,5% do que estava acordado formalmente. A falta de investimento pode ser explicada com o patrimônio líquido da empresa, hoje avaliado com um déficit de R$ 22,7 milhões. Ou seja, até hoje a concessionária, que começou a operar no Paraná em 1997, ainda não conseguiu diminuir os prejuízos anuais e equilibrar as contas.
Somente em 2003, o prejuízo foi de R$ 12,5 milhões com o transporte de cargas. Entretanto, a Ferropar registrou apenas um acidente nas rodovias administradas pela concessionária em 2003 e sem gravidade. Nos 12 meses de 2003, a Ferropar conseguiu transportar 1,7 milhão de toneladas de produtos, 9,36% a mais do que no mesmo período de 2002. Os produtos que tiveram maior destaque foram produtos agrícolas (com aumento de 23%), adubos e fertilizantes (37%), indústria siderúrgica (103%), cimento (13%), extração vegetal e celulose (29%) e carnes (975%).
Atualmente, a Ferropar detém 248 quilômetros de rodovias entre Guarapuava e Cascavel. São 15 locomotivas e 940 vagões. Cem por cento das vias férreas são inspecionadas anualmente pela ANTT. A empresa teve o quarto melhor desempenho do País, ficando apenas atrás da MRS Logística S/A (com aumento de 15% no transporte de produção em 2003 com relação a 2002), Ferrovia Bandeirantes (13%) e Ferronorte (11%). A Ferropar tem 37 clientes, sendo 34 deles no Paraná e o restante no Paraguai.
A assessoria de imprensa da Ferropar informou ontem que o novo presidente Anibal Batista Falcão assumiu o cargo em agosto de 2003 e está tentando reformular o modelo de atuação da concessionária. Ele confirmou as dificuldades econômicas da empresa, mas disse acreditar na recuperação para 2005. Nesse ano, ele espera uma movimentação de 1,7 milhão de toneladas de produtos (a mesma quantidade do ano passado, já que a empresa teria sido prejudicada com o acidente da ALL na Serra do Mar e com a quebra da produção de soja no Oeste do Paraná). A meta é dobrar essa produção no ano que vem.(L.P.)

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