Investimento cresceu, mas é insuficiente
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terça-feira, 09 de setembro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - Ainda que a educação pública brasileira tenha sido reprovada nos resultados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em pesquisa recente realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), existe a expectativa entre educadores de que o Plano Nacional de Educação (PNE) possa reverter esse quadro.
"Há que se analisar dois aspectos nessa história toda. O primeiro é que, historicamente, vem crescendo o investimento em educação. Segundo: ainda não é o suficiente, embora o PNE já esteja sinalizando para isso", afirmou o gerente de conteúdo do Movimento Todos pela Educação, Ricardo Falzetta. Ele lembra que, diferentemente do que aconteceu no plano anterior, o novo PNE, sancionado pelo governo federal neste ano, estabelece metas rígidas que visem garantir a melhora na educação brasileira nos próximos dez anos.
Uma das 20 metas é ampliar o investimento público na educação pública, de forma que no quinto ano da lei pelo menos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam aplicados no setor, e que ao final de sua vigência esse índice esteja em no mínimo 10%. Segundo pesquisa divulgada nesta semana pela OCDE sobre o grau de investimento de 35 países em educação, em 2000 o Brasil destinou 3,5% do PIB na educação pública. Em 2010, o percentual subiu para 5,6%. Ricardo Falzetta observa que no ano seguinte o índice foi de 6,1%.
Mas é claro que há muitos problemas a superar. Falzetta lembra que três milhões de brasileiros de 4 a 17 anos ainda não estão matriculados na rede pública. "É muita gente que precisa ser incluída no sistema até 2016, conforme previsto no Plano Nacional de Educação", observou o educador. "Ainda temos questões de infraestrutura e acesso à escolaridade a resolver, o que os países desenvolvidos que fazem parte da OCDE já superaram."


