Rio, 18 (AE) - O alto custo dos investimentos afastou interessados na licitação para a criação de novas operadoras de telefonia fixa em São Paulo e nos Estados servidos pela Tele Centro Sul - as chamadas empresas-espelho. O motivo foi o principal citado pelo presidente da Splice do Brasil, Antônio Roberto Beldi, para explicar sua desistência em participar do leilão, hoje. O outro foram as condições desfavoráveis para captação de empréstimos atualmente.
O consórcio Cambrá, responsável pela empresa-espelho da Tele Norte Leste, confirmou interesse em ganhar a concessão de qualquer uma das duas novas operadoras. O consórcio é formado pela Bell Canada, as norte-americanas WLL International, Qualcomm e o grupo argentino Libermann. A empresa espelho da Tele Norte Leste também vai poder operar o serviço de telefonia fixa do Rio Grande do Sul, onde atualmente o serviço é oferecido somente pela Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), informou a Anatel.
Analistas do mercado também contavam hoje com a possibilidade de um consórcio formado pelo grupo argentino Macri
a operadora uruguaia Antel e a Mercosul Tecnologia e Comunicações (MCT) do Brasil, disputar a concessão de operar a telefonia fixa em São Paulo. Segundo eles, haverá pouca concorrência porque os vencedores terão de criar novas redes e competir com empresas que, precavidas, já buscam ampliar seus serviços e a qualidade do atendimento.
As novas companhias terão de oferecer 50% de cobertura para os municípios com mais de 200 mil habitantes, até dezembro deste ano. O prazo de entrega de garantias dos interessados na Câmara de Liquidação e Custódia (CLC) terminou hoje, e o leilão será no dia 23, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

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