Investigadores querem saber se executivo tinha inimigos
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sábado, 13 de dezembro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A polícia vai pedir à Shell uma relação de nomes e cargos de funcionários que mantinham contato com o executivo norte-americano Zera Todd Staheli, assassinado em sua casa, no dia 30 de novembro, no condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A mulher de Todd, Michelle, muito ferida no ataque, morreu cinco dias depois. A polícia investiga se o executivo tinha inimigos ou se havia contrariado interesses nos quatro meses em que trabalhou no Rio de Janeiro.
O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, disse que os investigadores vão se debruçar sobre detalhes da vida profissional de Staheli, que era diretor de Gás e Energia da Shell para Brasil e América Latina. ''Queremos saber com quem ele se relacionava, se tinha criado inimizades ou contrariado interesses''.
Treze dias depois do crime e apesar de a Shell afirmar que passou todas as informações requeridas pelos policiais, Lins disse que ainda não se sabe qual era a função exata de Staheli na companhia.
O chefe de Polícia afirmou desconhecer se ele era auditor e se estaria investigando desvio de dinheiro o que é negado pela Shell. A companhia informa apenas que o executivo, que trabalhava lá havia doze anos, estava envolvido com o gasoduto Bolívia-Brasil.


