Bebedouro, SP, 29 (AE) - O investigador João Fernando Gomes Faria, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), foi preso em flagrante, ontem (28) à noite, após matar Weberton Clóvis da Silva, de 19 anos, no Jardim do Bosque, em Bebedouro, a 383 quilômetros de São Paulo. O investigador estava participando de um churrasco com colegas da polícia civil na residência de um deles. Há duas versões para o fato. De acordo com uma delas Silva foi morto pelas costas.
O inquérito policial já foi aberto e Faria está detido em Barretos. A versão dos parentes da vítima é de que Silva e dois amigos haviam saído, às 23h30, da igreja mórmon que frequentavam e, no caminho, pararam em frente à casa. Após espiarem, investigadores teriam saído em perseguição aos jovens, que não pararam. Faria disparou um tiro, atingindo as costas de Silva.
A.S.S.L., de 16 anos, teria sido agredido pelo investigador, para não comentar o que havia ocorrido, mas, coincidentemente, parentes do menor apareceram num carro. A.S.S. L. e T.V.B.S., de 16 anos, foram ouvidos pela promotoria e pelo juizado de menores hoje à tarde, no Fórum.
A defesa do investigador alega que os garotos tentavam furtar um carro ou assaltar um amigo que estava na festa. Além disso, Silva estaria armado e teria feito ameaças. A pistola do policial e um revólver calibre 22 foram recolhidos. Os parentes de Silva garantem que a arma não pertencia ao rapaz, que não tinha passagem pela polícia. O caso será encaminhado à Polícia Regional de Barretos.
O delegado da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), que responde pela Seccional, de Bebedouro, Archibaldo Brasil de Camargo, é uma das testemunhas de defesa de Faria. Ela estava no churrasco.

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