Investigador da Polícia Civil de Maringá é preso por envolvimento com tráfico de drogas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de julho de 2019
Rafael Machado e Larissa Ayumi Sato - Grupo Folha 
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação “Sentinela”, cujo objetivo é apurar a ligação de um investigador de Maringá (Noroeste) e um homem de 36 anos com o tráfico de drogas. Cerca de 25 policiais civis participaram da ação e cumpriram um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão.
O investigador tem 46 anos, e, segundo a apuração, teria violado sigilo funcional ao vazar informações que beneficiariam o outro suspeito. Ele teria viabilizado encontro entre o comparsa e um detento da cadeia pública de Maringá. De acordo com o delegado Marcelo Lemes de Oliveira, a investigação começou dentro da Polícia Civil.
O outro homem, que não é policial, é envolvido em atividades criminosas na região Noroeste, e não foi encontrado. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Além disso, as provas colhidas pela Polícia Civil demonstram que os investigados teriam alterado provas em inquérito policial ao cooptar e orientar que o rapaz prestasse declarações falsas para beneficiar o criminoso preso.
“Nos autos, há prova de que ele conseguia algumas vantagens indevidas. Essa prova ainda vai ser depurada e aprofundada. É bom ressaltar que, felizmente, é uma minoria de policiais que se envolve em atividades criminosas, mas o impacto social das ações desses policiais é muito grande. Então, o rigor da corregedoria e da Polícia Civil para identificar e expurgar essas pessoas do quadro da polícia”, frisa.
Os suspeitos responderão pelos crimes de corrupção passiva e ativa, violação de sigilo profissional, prevaricação, associação criminosa e falso testemunho. Mesmo detido, o servidor continua recebendo normalmente os salários, mas irá responder a um processo administrativo disciplinar, conduzido pela Corregedoria. “Isso faz parte de uma mudança de rotinas de trabalho para buscar uma celeridade com vistas a expurgar esse indivíduo dos quadros da polícia”, afirma o delegado.
O nome da operação, “Sentinela”, se deve ao fato de que, na prática, esse policial estava vigiando as ações dos policiais e se voltando contra a instituição que trabalha, com um sentinela.


