O superintendente da Polícia Federal (PF), em Curitiba, Jaber Hanna Makul Saadi, e o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, explicaram que a prisão dos irmãos Mandelli na operação ''Tentáculos III'' é resultado da continuidade do trabalho conjunto entre PF e secretaria para combater o crime organizado nas instituições públicas, especialmente, a Polícia Civil.
Segundo Delazari, as investigações apontam para corrupção ativa e passiva entre policiais civis. ''O maior foco é continuar a limpeza ética e moral do polícia'', afirmou. Outro ponto a ser investigado é a legalidade das empresas de construção no Rio Grande do Sul que seriam mantidas por Mandelli. O secretário acredita que serviriam apenas de ''fachada'' para lavagem de dinheiro.
Foram apreendidos na casa de Mandelli, no RS, carros de luxo Mercedes, BMW, Nissan Frontier. Várias armas e documentos também foram apreendidos. Mandelli, segundo Saadi, já tinha condenação por porte ilegal de arma.
Mandelli negou as acusações e disse que as peças com número do chassi raspado encontradas em seu depósito teriam sido plantadas por policiais militares no período em que ficou em Miami, logo depois que as denúncias contra ele vieram à tona. As peças, segundo Mandelli, seriam módulos de ignição de BMW, que são codificados e, por isso, não poderiam ser usados em outro veículo. ''Em torno do meio nome, criaram um mito'', afirmou, tentando justificar a suposta armação contra ele. Vão me conhecer e ver que não é verdade'', disse.

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