Investigação terá novas frentes
Curitiba - Depois de desmantelar as atividades dos doleiros, os casos serão investigados à parte, pois envolvem vários crimes, como tráfico de drogas. A Polícia Federal também trabalha para descobrir quem eram os clientes dos doleiros. Não está descartada a participação de políticos. Entretanto, nenhum foi preso até agora nesta operação. As investigações devem se desdobrar em várias frentes. "O objetivo desta operação foi estancar essa atividade dos doleiros", destacou o delegado da PF, Márcio Anselmo.
Sobre os hotéis que foram objetos de sequestro, eles fazem parte de uma espécie de segunda fase da investigação da PF. "Esta é a forma que os doleiros usavam para lavar os recursos que eles aferiram nesses períodos. É o fruto do trabalho deles", explicou Anselmo. O delegado esclarece que os imóveis pertenciam aos doleiros e não têm relação com as redes hoteleiras.
Em nota, a rede hoteleira Blue Tree Towers, que administra o Blue Tree Towers Londrina, esclarece que o local funciona normalmente e que forneceu todos os documentos necessários à PF. A rede, que possui hotéis em várias cidades, esclarece ainda que não tem ligação com o objeto de investigação e que pretende colaborar no que for necessário.
Os presos chegaram ontem a Curitiba, onde devem permanecer detidos e prestar depoimento. Ainda de acordo com o delegado, os doleiros já atuaram em fraudes em outras ocasiões, algumas delas de grande repercussão, como a que resultou no caso Banestado e na Operação Farol da Colina, há dez anos.(R.B.)





