Investigação sobre Kohl fica para depois do Natal
Berlim, 21 (AE-ANSA) - A Promotoria da Alemanha postergou para depois do Natal o início de uma investigação sobre o ex-chanceler e atual presidente honorário da União Democrata Cristã (CDU), Helmut Kohl, suspeito de estar envolvido num caso de corrupção partidária.
O anúncio do adiamento foi feito hoje (21) pelo promotor de Bonn, Bernd Koenig, enquanto prosseguia na sede do governo, em Berlim, a busca por documentos desaparecidos da venda, em 1992, da refinaria Leuna à sociedade francesa Elf-Aquitaine.
O sucessor de Kohl à frente do CDU, Wolfgang Schaeuble, foi informado, ontem à noite, sobre o resultado da reunião da qual participaram o ex-chanceler e diretores da empresa Ernest & Young, contratada pelo partido para investigar a contabilidade da era Kohl.
Hoje foi anunciado que os dirigentes do partido estão sendo informados continuamente sobre as investigações, mas não foi dado nenhum detalhe sobre a reunião de Kohl com os especialistas em contabilidade.
Kohl, que admitiu ter aceito para o CDU até dois milhões de marcos em doações de campanha sem que constassem no orçamento do partido, nega-se a fornecer os nomes dos doadores.
Entretanto, as explicações de Kohl não convenceram alguns deputados do Partido da Social Democracia (no poder), que pediram a prisão do ex-chanceler, embora o próprio líder do partido e atual chanceler alemão, Gerhard Schroeder, tenha rechaçado tal possibilidade.
Apesar de tudo, o presidente da comissão de investigação do Bundestag (Câmara dos Deputados), Volker Neumann, voltou hoje a falar da questão, assinalando que o desaparecimento dos documentos sobre a venda da Leuna é "incompreensível". Neumann acrescentou que não bastam medidas disciplinares. "O governo deveria pôr em marcha a Promotoria", afirmou.





