O delegado de Homicídios, Ricardo Jorge, afirmou nesta segunda-feira (19) que não poderá fornecer nenhuma informação a respeito do inquérito que apura a morte do guarda municipal Leonardo Lopes Camargo Gualberto, 31 anos. A ordem, conforme Jorge, partiu da Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública), que mantém as investigações em sigilo. O crime aconteceu no dia 28 de fevereiro no interior de um supermercado da avenida Jules Verne, conjunto Santa Rita, zona oeste de Londrina. Dois rapazes encapuzados invadiram o local na hora do fechamento e atiraram pelo menos oito vezes contra o agente.

A ação, gravada por câmeras de segurança, foi presenciada por sete pessoas, dentre funcionários e clientes, que parecem ter notado do que se tratava após os barulhos dos tiros, que atingiram o abdômen e tórax da vítima. Os criminosos fugiram em um carro, encontrado incediado minutos depois na mesma região pela Polícia Militar. Desde o princípio, a investigação segue o curso de uma eventual execução, já que nada foi roubado do comércio e os atiradores aparentemente sabiam onde Gualberto estava.

A família do guarda foi procurada, mas não quis comentar o caso. "Só queremos sentir a nossa dor", disse um dos parentes, que optou em não se identificar. Segundo o secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, o servidor era querido entre os companheiros de farda e nunca havia apresentado problemas disciplinares. No dia seguinte ao assassinato, a Prefeitura de Londrina baixou um decreto de luto oficial por três dias.

Na Guarda Municipal, Gualberto atuava desde junho de 2014. Ele deixou a esposa e dois filhos de sete e quatro anos. O corpo do agente foi velado e sepultado no Cemitério Municipal de Ibiporã, onde morava.

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