Rio de Janeiro - A investigação sobre o ataque e assassinato do casal norte-americano Zera Todd e Michelle Staheli, no dia 30 de novembro, está na ''estaca zero'', disse ontem o chefe de Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins. ''Não há uma linha de investigação. O que há é a checagem de todas as possibilidades, de que seja uma ação de roubo, vingança, crime passional, a questão da empresa, ainda não dá para descartar nada'', declarou.
Logo após o crime, com os primeiros indícios levantados pela polícia, o secretário da Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, descartara a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Lins disse ontem que, inicialmente, a investigação se concentrou na parte pericial, que, segundo ele, está praticamente esgotada, restando apenas o laudo do exame toxicológico nos corpos das vítimas. A perícia nos discos rígidos dos computadores apreendidos na casa também não foi concluída.
Agora, afirmou o delegado, a polícia vai partir ''para fora da família''. ''Uma investigação de homicídio parte da vítima. Quem tinha interesse na morte é a pergunta fundamental. Então a gente tem que conhecer quais eram os relacionamentos da família, quem tinha briga com eles, quem eles incomodavam. No trabalho ou na relação pessoal. Vamos ouvir os colegas de trabalho, o chefe dele, todos vão ser ouvidos'', disse Lins.
Os quatro filhos do casal embarcaram ontem de madrugada de volta para os Estados Unidos, após autorização do juiz da 1 Vara da Infância e Juventude do Rio, Siro Darlan. Houve um acordo para a saída dos filhos dos Staheli do País.

mockup