São Paulo, 09 (AE) - Entre amanhã (10) e quinta-feira deve ser definido como começam as investigações sobre corrupção nas secretarias Municipais da Saúde, do Abastecimento e da Habitação, além da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam). A linha de trabalho deve ser acertada em reunião entre o delegado Itagiba Franco, da Divisão de Proteção Comunitária (Diprocom), e o promotor José Carlos Blat, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE).
A escolha dessas secretarias teria ocorrido por causa de denúncias recebidas pelo MPE. Mas, de acordo com o delegado Franco, conforme a necessidade, a Diprocom pode colaborar nas investigações de outras áreas. "A apuração será criteriosa, com responsabilidade e isenção, para evitar uma caça às bruxas, a generalização", afirmou. "Não se pode partir do princípio de que todos são corruptos". Extorsões - Ele terá uma equipe de 25 policiais da Delegacia de Extorsões para atuar nas apurações de corrupção. "Mas podemos deslocar policiais de outras divisões, até do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra)", explicou.
Franco vai manter os trabalhos, a princípio, na sede do Departamento de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), no Carandiru. "Mas estaremos trocando informações constantemente com os delegados Romeu Tuma Júnior e Naief Saad Neto, que já investigam as administrações regionais". Franco assumiu a Diprocom na semana passada e logo foi designado para o caso da corrupção nos órgãos municipais. "Tenho 25 anos de polícia, 8 no Departamento de Homicídios e 5 no de Narcóticos", disse. "Essa área é nova para mim". O primeiro encontro com o promotor Blat ocorreu ontem. "Ainda não posso adiantar dados sobre as investigações", observou Franco. "Nem começamos". Indícios - O promotor José Carlos Blat informou que há indícios fortes de corrupção em áreas da Secretaria Municipal da Habitação.

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