Investigação do Gaeco resulta em pelo menos quatro prisões
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segunda-feira, 16 de março de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina- O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu ontem quatro pessoas acusadas de participar de um suposto esquema de superfaturamento em contrato de manutenção da frota de veículos do governo do Estado na região. Os mandados de prisão, expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal Juliano Nanúncio, foram cumpridos em Londrina, Curitiba e Cambé.
Segundo o promotor Cláudio Esteves, as investigações estavam sendo realizadas havia quatro meses. Não há ligação do caso com as investigações da rede de pedofilia ou com as investigações de concussão na Receita Estadual.
Ele destacou que em dezembro do ano passado o Governo do Estado firmou um contrato emergencial de seis meses de duração com a Providence para a manutenção dos veículos e pagaria por isso cerca de R$ 1 milhão, mas há suspeitas de que houve superfaturamento nesse contrato.
Também foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e vários computadores e documentos foram aprendidos nas empresas investigadas. Os presos foram transferidos para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina. Nenhum dos advogados soube dizer o teor da sentença do juiz e nenhum deles quis se pronunciar até ter acesso aos autos.
O corretor de imóveis Luiz Abi Antoun foi preso preventivamente em Curitiba e seria transferido para Londrina ontem à noite, mas até o fechamento da reportagem ele não havia chegado ao Gaeco. Outras pessoas presas preventivamente foram Ismar Ieger, da oficina mecânica Providence, o empresário Roberto Tsuneda, da KLM Brasil Indústria Eletrônica Ltda, e o advogado José Carlos Lucca. Todos eles optaram por permanecerem calados quando passaram pelos jornalistas. Uma outra pessoa, identificada apenas como contador da Prudence também esteve na sede do Gaeco, mas como testemunha.


