Investidor na Internet trabalha mais no giro da carteira
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
por Renata Rondino 
São Paulo, 29 (AE) - O investidor do mercado de ações pela Internet, tem, em grande parte, entre 40 e 50 anos, é do sexo masculino e exerce alguma profissão voltada para ciências exatas, como engenharia, administração de empresas ou economia. Este investidor virtual trabalha mais no giro de carteira do que no longo prazo e, realiza duas operações, em média, a cada vez que decide negociar. Estes são os primeiros resultados de uma pesquisa realizada pela corretora Coin Valores, que procurou traçar um perfil dos investidores que estão comprando e vendendo ações pela Internet. De acordo com esse trabalho, 27% desse público tem mais de 40 anos, contra 16% dos que tem entre 41 e 45 anos e outros 16% dos que estão entre 36 e 40 anos. O público mais jovem, entre 20 e 30 anos, totaliza 24%. Diz o estudo que essa faixa etária entre 20 e 30 anos é mais agressiva nas negociações pela rede. Além disso, o jovem opera com mais frequência. Os mais velhos são mais precavidos: quanto mais alta a faixa etária, mais se opera com moderação. A pesquisa da Coin Valores, diz também, que 42% dos seus investidores vem de outras regiões fora do Estado de São Paulo.
Os investidores da Coin Valores tem as mais variadas profissões, com a predominância de administradores de empresas (16%), engenheiros (15%), empresários (11%) e economistas (9%). Diz o estudo que, a tendência desse investidor é de um começo tímido, testando o sistema e, passando a operar com mais frequência à medida que sentem mais confiança.
Segundo o diretor da Coin Valores, Randolph Haynes, 25% dos negócios realizados pela corretora são feitos pela Internet. O volume desses negócios chega a R$6 milhões por mês. A corretora dispõe atualmente, de 800 clientes ativos na Internet. Haynes acredita que o retorno dos investimentos realizados pela Coin Valores na Internet, de R$1 milhão deverá ocorrer em três ou quatro anos. Para ele, para que este sistema de negociações via Internet seja auto-financiável, o ideal seria a corretora ter cinco mil clientes operando. Segundo ele, 90% dos seus investidores pela rede, são do sexo masculino e 50% nunca tinham investido na bolsa até então.
Haynes acaba de participar do Seminário "Ações na Internet", que está sendo realizado em São Paulo.


