Inventário no Paraná deve estar pronto em um mês
Curitiba - O maior problema para ampliar o tratamento dos resíduos industriais, perigosos ou não, é a falta de informação. O Brasil gera 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais. Pesquisa da Abetre feita entre as suas 14 empresas associadas revelou que só 28% dos resíduos têm destino conhecido, ou seja, são tratados, destinados e dispostos adequadamente, sem causar danos ao meio ambiente. Os restantes 72% têm soluções inadequadas, indo parar em lixões a céu aberto, o que acaba provocando sérias contaminações no solo e lençol freático.
Esses números, no entanto, podem ser ainda mais drásticos, já que as 14 empresas ligadas à Abetre atendem cerca de 70% das empresas geradoras de resíduos, de médio e grande porte. ``O problema são as empresas pequenas, que não temos controle``, diz Fernades.
Por isso, a associação está incentivando os estados a cumprir resolução de 1988, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que prevê a criação de um Inventário Nacional de Resíduos até 2004.
Dados da Abetre mostram que as regiões metropolitanas de Curitiba e Londrina geram 17.520 toneladas por ano de resíduos Classe 1, que causam perigo à saúde e ambiente e 125.268 toneladas por ano de resíduos não-inertes (Classe 2), ou seja, que não apresentam periculosidade. No Paraná, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente recebeu 680 questionários respondidos pelas indústrias, para compor o inventário do estado. Segundo a coordenadora de Resíduos Sólidos da Secretaria, Carolina Eisenbach Fortes, a intenção é concluir o inventário até final de novembro. (M.G.)





