Invasões seguem critérios legais, diz líder do MST
Curitiba- O MST admite que as 14 mil famílias que pertencem ao movimento no Paraná estão ocupando alguma área. Ou seja, nenhuma está na beira de estradas. O membro da coordenação estadual do movimento, José Damasceno, garante que a maioria das ocupações acontece em áreas que já têm algum processo de desapropriação ou venda encaminhado.
Das 71 áreas ocupadas no Estado, Damasceno afirma que 59 estão com famílias do MST e as demais com sem-terra de outros movimentos. Apesar dos confrontos com fazendeiros, o líder diz que os integrantes do movimento sempre usaram os critérios legais para decidir as áreas a serem invadidas.
Apesar de os fazendeiros acusarem o governador Roberto Requião (PMDB) de ser cúmplice do MST, Damasceno afirma que existe ''maior sensibilidade para a reforma agrária'' e margem para negociação sem o uso da violência. ''A polícia está sempre preparada para proteger a propriedade. Mas agora temos tido uma relação política de negociação razoavelmente boa'', disse.
Apesar da precariedade de moradia, o líder do MST no Paraná afirma que as famílias estão conseguindo ao menos o plantio de subsistência. Segundo ele, as crianças vão à escola através de parcerias com as prefeituras e a maioria dos acampamentos recebe médicos regularmente. Damasceno admite, no entanto, que em alguns locais, os sem-terra ainda precisam fazer ''bicos'' para conseguir dinheiro. ''As famílias contam muito com a solidariedade da sociedade civil'', disse Damasceno.(A.B.)





