TEODORO SAMPAIO - Apesar do confronto entre o MST e a UDR, para muitos fazendeiros a invasão de terras e sua consequente venda para o governo podem ser a melhor saída para a crise do setor agropecuário. Segundo a UDR, a região do Pontal do Paranapanema teve uma queda de 59% no preço da terra desde a implantação do Plano Real, a maior desvalorização no Estado, aponta pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba.
O presidente da UDR, Roosevelt Roque dos Santos, admite essa nova realidade, mas contesta a forma como é feita a pressão, via invasão, para desapropriar a terra.
Hoje, um hectare pode ser comprado por R$ 2.000. O Instituto de Terras de São Paulo (Itesp) só tem agido em terras consideradas devolutas, em que são pagas apenas as benfeitorias da propriedade. No ano passado, foram liberados R$ 30 milhões para essa finalidade. Se o fazendeiro superfatura o preço, o Estado não fecha negócio e o processo emperra. Para pressionar, os sem-terra invadem. Para alguns fazendeiros, a invasão pode ser a solução de problemas jurídicos que se arrastam por décadas.

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