Curitiba- Cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estavam acampados desde abril de 2003 na Fazenda Baronesa dos Candiais II, em Luiziana (30 km ao sul de Campo Mourão), foram transferidos ontem para o assentamento Santa Rita, em Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão). O processo de desocupação comelou por volta das 7 horas de ontem, quando cerca de 500 policiais militares de sete batalhões da região foram até o acampamento e informaram que teriam que fazer a reintegração de posse da área.
Depois de intensa negociação, os integrantes do MST resolveram deixar o local. A PM teve que disponibilizar o transporte para as famílias e a alimentação. Vinte e dois caminhões e dez ônibus foram usados para o transporte dos sem-terra. A desocupação foi feita lentamente e só terminou no final da tarde de ontem. Não houve resistência. A saída dos sem-terra foi considerada como pacífica.
Ainda ontem, a Fazenda Matão, no distrito de Rio das Pedras, em Guarapuava, também foi desocupada. Um grupo de trabalhadores bóias-frias foi retirado do local quando desmatava a área a mando do suposto proprietário. Os funcionários haviam sido enganados por um estelionatário que queria retirar madeira de forma clandestina da fazenda. O mandante da ocupação está sendo investigado pela Polícia.
Ontem o delegado Nabor Bento Lobo Sottomaior recebeu o inquérito sobre a morte do sem-terra Elias Gonçalves de Meura, de 20 anos, na Fazenda Santa Filomena. A morte do sem-terra ocorreu há 17 dias e ninguém foi preso até agora.

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